segunda-feira, 6 de julho de 2009


Dinheiro: oito erros na educação dos filhos

Quando o assunto é dinheiro, a grande influência na vida de uma criança são seus pais.

"Mas a educação financeira das crianças não se resume a ensiná-las a poupar", diz a educadora Cássia D’Aquino. "Elas precisam aprender também como gastar o seu dinheiro." A cada fase da infância e da adolescência, amplia-se a capacidade de compreender o valor das coisas e planejar a vida financeira de curto, médio e longo prazos. Não transmitir informações na hora certa e da forma adequada significa aumentar o risco de que o adulto tenha uma relação ruim com o dinheiro. Psicólogos e educadores ouvidos por VEJA elencaram os erros mais comuns cometidos pelos pais na educação financeira dos filhos em várias faixas etárias.

De 5 a 7 anos

A capacidade de entender questões relacionadas a dinheiro ainda é pequena. A criança não está pronta para controlar gastos nem para diferenciar o caro do barato

Os erros mais comuns nessa fase

Situação 1: pôr o filho a par de todos os detalhes da situação financeira da família – quanto os pais ganham, quanto custa cada coisa da casa, quais as dívidas

Por que os pais o fazem: acreditam que a criança deve, desde cedo, conhecer a realidade financeira da família para que entenda que é preciso economizar

Por que está errado: se os pais começam a detalhar contas, gastos e dificuldades, as crianças podem entender que custam muito caro à família e ficar angustiadas. É comum que comecem a dizer que não precisam de determinadas coisas – um comportamento que os pais acham "bonitinho" mas que, nessa faixa etária, costuma ser sinal de ansiedade

A estratégia correta: a criança precisa de exemplos práticos para começar a entender o valor das coisas. Se a família vai viajar nas férias, já é um bom começo pedir a ela que participe das economias da casa naquele momento específico

Situação 2: esconder do filho dificuldades financeiras e sustentar, com grande sacrifício, um padrão de vida irreal

Por que os pais o fazem: porque temem frustrar a criança

Por que está errado: isso dá à criança uma visão distorcida das suas possibilidades. No futuro, ela pode se tornar um adulto que faz qualquer coisa para aparentar um poder aquisitivo que não tem

A estratégia correta: sempre que houver dificuldades financeiras, a criança deve ser informada da verdade e das providências tomadas: sem floreios nem excesso de negatividade

De 8 a 12 anos

Nessa fase surgem as primeiras comparações com a situação financeira dos amigos. Roupas e acessórios de marca passam a fazer parte da lista de vontades dos filhos, e é comum que eles perguntem sobre as finanças dos pais. Ainda não entendem situações complexas como dívidas da família

Os erros mais comuns nessa fase

Situação 1: abrir uma poupança para aplicar a mesada do filho – e impedi-lo de mexer nesse dinheiro

Por que os pais o fazem: porque acreditam que é importante ensinar os filhos a poupar desde cedo

Por que está errado: parte do processo de aprender a economizar dinheiro é saber como gastá-lo. E isso inclui fazer escolhas e, eventualmente, arrepender-se delas

A estratégia correta: até os 11 anos, a melhor maneira de ensinar a poupar é estimular objetivos de curto prazo. Um exemplo: se a criança quer comprar figurinhas e precisa poupar 1 real por semana, ajude-a a economizar usando o cofrinho. A partir dos 12 anos, a poupança é uma opção, mas sem o uso do cartão

Situação 2: estabelecer valores para tarefas da casa como arrumar o quarto ou ajudar a lavar a louça.

Por que os pais o fazem: para estimular a criança a fazer tarefas às quais não está acostumada e ensinar-lhe o valor do trabalho

Por que está errado: atrelar um preço ao que a criança faz transforma a relação entre pai e filho em um negócio – e isso diminui a autoridade dos pais

A estratégia correta: antes dos 11 anos, vale mostrar à criança que ela deve ajudar em casa porque faz parte da família, e não pelo dinheiro. A partir dessa idade, os pais podem "contratá-la" para uma tarefa específica, como lavar o carro ou dar banho no cachorro

Situação 3: dar dinheiro ao filho como forma de prêmio por ter conseguido boas notas na escola

Por que os pais o fazem: para tentar manter o controle sobre o desempenho escolar da criança

Por que está errado: prometer remuneração para boas notas é mostrar à criança que o importante é o resultado, e não o processo de aprendizado

A estratégia correta: jamais ofereça dinheiro como recompensa por um bom desempenho. Há outras opções para gratificar o filho, como fazer elogios ou mesmo levá-lo ao restaurante de que gosta

De 13 a 17 anos

O adolescente já tem alguma capacidade de compreensão, organização e planejamento a médio prazo do uso do dinheiro. No entanto, ainda tem dificuldade com o manejo a longo prazo

Os erros mais comuns nessa fase

Situação 1: dar ao filho adolescente um cartão de crédito

Por que os pais o fazem: porque acham que os filhos já têm maturidade suficiente para usá-lo

Por que está errado: o cartão de crédito ensina somente a gastar e nunca a economizar. Isso solapa o aprendizado da poupança, que é especialmente importante na adolescência

A estratégia correta: o cartão só deve ser introduzido a partir dos 18 anos e, ainda assim, em uma conta conjunta com um dos pais. É a forma de acompanhar de perto a relação do filho com os gastos. Se o cartão for necessário antes dessa idade, como no caso de viagem, é bom dar a ele primeiro um cartão de débito. Fica mais fácil controlar o que entra e o que sai

Situação 2: abrir uma conta para o filho e acompanhar o extrato sem que ele saiba

Por que os pais o fazem: para manter algum controle sobre a vida dos filhos

Por que está errado: depositar confiança gradualmente no filho à medida que aumenta a sua capacidade de organização financeira é um passo fundamental na educação. Se ele se sente espionado, a tendência é tentar burlar os mecanismos de controle ou desafiar os pais

A estratégia correta: uma vez aberta a conta, é preciso dar autonomia ao filho. Se ele gasta a mesada muito rápido, algo pode estar errado, e aí, sim, é bom investigar

De 18 a 21 anos

Ele já é perfeitamente capaz de assumir sua vida financeira, fazer escolhas e ser responsável por seus atos

O erro mais comum nessa fase

Situação: dar mesada ao filho com mais de 21 anos

Por que os pais o fazem: como os filhos estendem cada vez mais a permanência na casa dos pais, muitos continuam a tratá-los como dependentes, ainda que já sejam maiores de idade e recebam o próprio salário

Por que está errado: o jovem não se sente estimulado a trabalhar. Muitas vezes o salário é inferior ao que recebia dos pais. Frustração e acomodação no início da vida adulta comprometem o amadurecimento

A estratégia correta: é importante que, a partir do momento em que entra na faculdade e começa a fazer um estágio, o filho assuma pequenas contas ou despesas da família. Pode ser a própria conta de celular, a gasolina do carro ou mesmo o pão que compra todos os dias pela manhã

Anna Paula Buchalla

FONTE: http://veja.abril.com.br/170609/p_110.shtml

Mostrar à criança o valor do dinheiro é ensiná-la a equilibrar prazeres e frustrações, o segredo para uma vida feliz”

Cássia D' Aquino


domingo, 5 de julho de 2009

Técnicas para estimular a memória

Resumo

Nos seres humanos, não há "uma" memória, e sim um conjunto de "vários tipos" de memória localizados em regiões diferentes do nosso cérebro. Você usa um tipo de memória para guardar um número de telefone, outro para saber como andar em bicicleta e outro para lembrar que Colombo descobriu a América.

Com o passar do tempo é normal que você tenha certa dificuldade para se lembrar de determinadas situações, que precise de mais tempo para encontrar a palavra adequada ou para memorizar uma instrução ou uma aula. Além disso a situação se complica com o estresse da vida cotidiana, que provoca uma redução na atenção; com o maior número de eventos ou obrigações para lembrar; com a facilidade de acesso à informação registrada, e a conseqüente perda do exercício da memória. De qualquer forma, nem sempre o envelhecimento, como processo natural, inclui a deterioração significativa da memória.

Leia atentamente estes conselhos para manter e melhorar a sua memória

Passos

1- Não se aflija se não se lembrar de alguma coisa. Relaxe, liberte o pensamento. Esta ação simples ajudará a desbloquear a memória e a informação virá quando você menos esperar.

2- Preste muita atenção naquilo de que você quer se lembrar, reflita sobre que tipo de coisa você esquece, em que situação e em que estava pensando quando fazia essa atividade. É comum você acabar lembrando de algo porque simplesmente "estava pensando em outra coisa".

3- Utilize a repetição consciente de um fato para guardar melhor os conceitos.

4- Ao ser apresentado a alguém, preste atenção no nome, nas características da pessoa, na voz, e repita o nome várias vezes ao longo da conversa.

5- Para lembrar onde você deixou um determinado objeto, tente visualizar o que você estava fazendo no momento em que o estava usando. Coloque-se na situação novamente e a lembrança ficará mais próxima.

6- Para memorizar um fato ou uma situação, relacione-o com outro que você conhece e de que se lembra perfeitamente. Mesmo que esse vínculo pareça absurdo, a sua mente gravará com mais facilidade os dados, pessoas, imagens e acontecimentos.

7- Use todos os sentidos para acumular dados que o ajudem a se lembrar de uma determinada cena ou situação (imagens, cheiros, gostos, sensações táteis, sons).

8- Escolha um lugar determinado para deixar os objetos de uso cotidiano, como as chaves do carro, óculos, agenda, bolsa, pasta, carteira. Assim você reforçará a memória associando o objeto ao lugar.

9- Exercite os diferentes aspectos da sua memória:

Crie o hábito de resolver as palavras cruzadas de jornais ou revistas. Também é interessante tentar resolvê-las em outro idioma que conheça.

Para exercitar os procedimentos de dedução, tente resolver os quebra-cabeças de números (Sudoku ou similares).

Aprenda algo novo: idiomas, jogos dedutivos como xadrez ou bridge, a tocar um instrumento musical, uma dança.

Leia textos de diversos autores atentamente e tente escrever um texto imitando o estilo de cada um. Acrescente a esta atividade redações com o seu próprio estilo.

Procure se lembrar das chamadas de um noticiário de televisão, depois de 15 minutos e no final do programa.

Observe uma publicidade em uma revista e depois de 15 segundos tente se lembrar do produto, da marca, das cores predominantes e da cena global.

Comente detalhadamente a temática de um filme que você tenha visto no dia anterior.

Procure se lembrar da lista de compras associando cada produto por grupo ou pelo lugar no supermercado.

No final do dia, tente se lembrar do que você fez de maneira cronológica e o mais detalhadamente possível.

Compre livros, jogos e videogames específicos para ajudar a melhorar a memória.

Importante:

É fundamental manter um estilo de vida saudável que inclua a prática de atividades físicas e uma alimentação balanceada, com poucas gorduras saturadas e sódio, para evitar o excesso de peso.

Reserve um tempo para atividades prazerosas, para relaxar ou simplesmente "não fazer nada". É importante diminuir os níveis de estresse e de ansiedade.

Existem numerosas doenças físicas e psíquicas que alteram a memória em geral, ou alguns dos seus "tipos". Se você notar falhas na sua memória, consulte um médico clínico, que decidirá se você deve ir a um especialista.

Os programas mais eficazes para melhorar a memória incluem a exercitação integral de todos os seus tipos.

Pratique sempre ao longo da vida todas as recomendações acima, não apenas quando começar a perceber alguma falha na memória.

FONTE: http://wiki.bemsimples.com/pages/viewpage.action?pageId=13860927