quarta-feira, 10 de junho de 2009

Casca de alimento tem até 11 vezes mais nutriente que polpa

Estudo da Unesp analisou partes que são normalmente descartadas de 19 tipos de legumes, verduras e frutas
Estudo feito com 19 alimentos, que vão compor uma tabela de avaliação do teor nutritivo, apontou que a folha do brócolis chega a ter 5 vezes mais proteínas e 20 vezes mais carotenóides (precursor da vitamina A) que o talo. Já a laranja, conhecida por ser rica em vitamina C, fica atrás, por exemplo, da casca da jaca, que tem 11 vezes mais. A pesquisa comprova que a casca e folhas de algumas frutas, verduras e legumes, que normalmente vão para o lixo, são tão nutritivas quanto a própria polpa.
Os resultados, divulgados nesta terça-feira, fazem parte da nova lista de alimentos da tabela de composição nutricional de partes não-convencionais, geralmente descartadas. Já estavam na relação 20 outros alimentos. A tabela traz a análise de 11 itens: proteínas, carboidratos, lipídeos, fibras, vitamina C, carotenóides, cálcio, potássio, fósforo, ferro e água.
O estudo vem sendo realizado desde 2003 pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Botucatu (SP), a pedido do Sesi-SP. Conforme os resultados, todos os novos alimentos da tabela têm algum tipo de nutriente na casca, talo, rama, folha ou semente. Uma surpresa são as propriedades encontradas no cabelo do milho, que é rico em proteínas, vitamina C e potássio.
“Em alguns casos, constatamos que as partes descartadas são mais ricas que a própria polpa”, diz a professora da Unesp, a agrônoma Giuseppina Pace Pereira Lima, que coordena o estudo. “O importante não é apenas o fato de as partes, que normalmente são jogadas no lixo, terem tanto teor de algum nutriente. Mas sabermos que elas têm nutrientes e que desperdiçamos.” A professora lembra que 60% do lixo produzido no Brasil é orgânico e boa parte poderia ser aproveitada. “Podemos melhorar a qualidade da alimentação e ainda reduzir o lixo, que é um problema de saúde pública.”
Para a nutricionista e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Eliana Cristina de Almeida, falta hábito da população para aproveitar melhor os alimentos. “Nosso lixo é o mais rico do mundo. A gente não pode pensar que a rama da cenoura ou as folhas do brócolis são resto”, ressalta. Ao contrário. No Nordeste, lembra ela, a população sofre com deficiência de vitamina A, que pode causar cegueira noturna. “Tanto que o governo dá suplementação da vitamina. Mas para que pagar, se temos isso de graça nos alimentos, em partes que são jogadas no lixo, como folha de brócolis e casca de manga?”, questiona.
Entretanto, a professora alerta que a manutenção dos nutrientes nos alimentos depende do preparo. “As vitaminas são voláteis. Quando o alimento for cozido, por exemplo, a dica é não usar água. E, se usar, aproveitá-la para fazer uma sopa, porque os nutrientes ficam na água”, explica a professora. Além disso, o ideal é preparar alimentos cozidos ou assados, evitando frituras.
Para escolher os alimentos, foram levados em conta hábitos da população de baixa renda. “A gente sabia que essas partes tinham nutrientes. Mas não sabíamos quais e em que quantidade. É isso que o estudo está mostrando”, explica a diretora de Alimentação do Sesi-SP, Tereza Watanabe.
Teor nutricional:
Brócolis: a folha tem 2.000% mais carotenóides, 634% mais carboidratos e 390% mais proteínas e lipídios que o talo
Milho: o cabelo do milho tem mais vitamina C, potássio, proteínas, cálcio, carotenóide e fósforo que o bagaço
Jaca: a casca tem o maior teor de vitamina C do novo grupo analisado – 1.000% a mais que o encontrado na polpa da laranja
Manga: é a fruta com menos água em sua polpa, mas tem a maior concentração de ferro dos novos alimentos analisados
Linhaça: suas sementes têm a maior concentração de proteínas, lipídios e fibras do grupo
Vitamina C: com exceção do pepino, todas as cascas analisadas têm mais concentração do nutriente que as polpas
Grupo de novos alimentos analisados: acelga, batata-doce branca, batata-doce roxa, brócolis, couve, erva cidreira, jaca, jiló, linhaça, mostarda, nabo, pepino, pimentão, pêra, rabanete, mamão verde, manga, mexerica, milho...

Fonte: Alimente-se Bem – 200 receitas
Niza Souza, de O Estado de S. Paulo
Posted on 16/09/2008 by Redacao TP

domingo, 7 de junho de 2009

"Déficit de natureza"


Quando eu era criança, sempre estávamos ao ar livre. Fazíamos diques em córregos como pequenos castores. Rolávamos morro abaixo, e moldávamos elaborados cenários com gravetos, seixos e argila para encenar infindáveis histórias. Será que você também brincou em algum lugar especial e mágico na natureza durante sua infância? Será que essas doces lembranças não fazem sorrir o coração? Percorremos um longo caminho de lá para cá. Hoje em dia, equipadas com celulares, iPods, PlayStations e Gameboys, as crianças transitaram do natural para o virtual, das montanhas para o Matrix.
É como disse recentemente um menino da 4a série: "Gosto de brincar dentro de casa porque é lá que estão todas as tomadas elétricas".
É claro que a nova geração está colhendo diversas vantagens de nossas avançadas tecnologias, e de fato demonstrou-se que o uso do computador e dos videogames proporciona vários benefícios psicomotores e cognitivos. Porém, cada vez mais adultos preocupados estão se perguntando: "Mas a que preço?". O neurologista Frank Wilson, da Escola de Medicina da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, questiona: "Essas crianças são espertas, elas cresceram com computadores; supostamente deveriam ser superiores - mas agora sabemos que algo está faltando".
Uma das coisas que estão faltando é natureza. Pesquisas na Universidade Cornell em Nova York mostraram que crianças com mais natureza perto de casa têm menos distúrbios de comportamento, menos ansiedade e depressão e mais auto-estima. "Nosso estudo revela que os eventos estressantes parecem não causar tanto transtorno psicológico nas crianças que vivem em condições em que a natureza é mais presente, quando comparadas àquelas que vivem em lugares com menos áreas verdes", diz a professora Nancy Wells. "Ao reforçar os recursos de atenção das crianças, os espaços verdes podem ajudá-las a pensar mais claramente, e com isso capacitá-las a lidar mais eficazmente com o estresse."
“Crianças com mais natureza perto de casa têm menos distúrbios de comportamento, menos ansiedade e depressão e mais auto-estima”.
Os cientistas sugerem que a natureza pode ser útil como uma terapia complementar ou preventiva para crianças diagnosticadas com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Pesquisadores suecos compararam crianças em duas creches. Numa delas, o playground era cercado de altos prédios, na outra era num pomar próximo a um exuberante jardim. As crianças na creche "verde", que brincavam ao ar livre todos os dias, independentemente do tempo, tinham melhor coordenação motora e maior capacidade de concentração. Outros estudos verificaram que o desempenho de atenção para crianças diagnosticadas com TDAH foi melhor após uma simples caminhada de 20 minutos num parque com uma paisagem natural que depois de uma caminhada em áreas residenciais urbanas. O professor Robin Moore, da Universidade da Carolina do Norte, afirma: "Experiências multissensoriais na natureza ajudam a construir a base cognitiva para o desenvolvimento intelectual".
A atual dissociação das crianças da natureza, devido a falta de parques ou espaços verdes acessíveis, preocupação dos pais, estilos de vida demasiadamente programados ou falta de interesse, dizem os especialistas, está cobrando seu preço nas altas taxas de distúrbios infantis físicos ou mentais. O futurista americano Richard Louv concorda. Se a "terapia da natureza" reduz os sintomas do TDAH, sugere ele, então TDAH pode ser um conjunto de sintomas agravados pela falta de exposição à natureza - o que ele chama de "transtorno de déficit de natureza". Diz ele: "Privar as crianças de natureza pode ser equivalente a privá-las de oxigênio".
SUSAN ANDREWS é psicóloga e monja iogue. Autora do livro Stress a Seu Favor, ela coordena ecovila Parque Ecológico Visão Futuro.

Lembro-me da minha infância... As descobertas, a maneira que nós crianças exploravamos mais a natueza.

Cada descoberta era uma aprendizagem mágica e única. Aquele contato maravilhoso em que nem sentia o tempo passar.

Hoje eu posso dizer o quanto que foi importante esse contato com a natureza na infância. Aprendi o verdadeiro valor da vida, dos sentimentos, da natureza, os animais e pelo próximo.

Posso dizer que ter a presença da natureza na infância, é saber valorizar as pequenas e simples coisas da vida... é simplismente “VIVER”.

ABREIJÃO

Simone (VIDA)



sexta-feira, 5 de junho de 2009

Mensagem que o corpo envia...

Fique sempre atenta ao funcionamento do seu organismo. Preste atenção nas mudanças. O bom funcionamento do organismo depende da ação de uma grande variedade de nutrientes como vitaminas, minerais e proteínas, que podem ser obtidos por meio de uma alimentação balanceada (cereais, verduras, legumes, frutas e carnes). Cada um deles tem funções especificas no nosso corpo, que abrangem desde o funcionamento dos órgãos até o crescimento das células. Em caso de falta ou insuficiência de nutrientes, o organismo geralmente emite sinais de alarme.

Quando o organismo não recebe todos os nutrientes de que precisa, ele dá sinal de alarme por meio de sintomas que variam de problemas de unha, cabelo à perda de memória. As unhas além da beleza podem revelar muitos problemas orgânicos. As unhas das mãos crescem mais do que as dos pés, e mais rápido no verão e podem revelar muito sobre a saúde das pessoas. Elas são formadas por 14% de água, lipídios, cálcio, fósforo e metais como zinco, magnésio, cobre, ferro e manganês; o cabelo e as unhas são formados por queratina.

Alterações nas unhas como inflamações e dor costumam significar problemas; superfície em degraus má nutrição, estrias longitudinal má absorção, unha cortada nervosismo; unha tipo bico de papagaio tosse crônica; com depressão má nutrição, pontos brancos deficiência de cálcio; manchas brancas próximas à cutícula, passando ao tom amarelado alterações hepáticas.

Inchaço na ponta dos dedos alterações pulmonares; com estrutura mais grossa coloração amarelada ou cinzenta, linhas transversais e esbranquiçadas alterações renais. Coloração arroxeada cardiopatias; deslocam ou sofrem descamação com facilidade, ficam doloridas e frágeis alterações gastro-intestinais.

Unhas quebradiças, secas e sem brilho, apresentando desnível no sentido transversal, anemia; grossas sujeitas à micose e de cor avermelhada, diabetes. Com aspecto de casca de ovo, esbranquiçadas e quebradiças falta de vitamina A. Linhas longitudinais escuras, com tons azul-acinzentados falta de vitamina B12.

Outros exemplos: cicatrização lenta de ferimentos: possível carência de vitamina C. (frutas cítricas, tomate, batata, repolho). Manchas brancas nas unhas: possível carência de zinco (vegetais, cereais integrais, farelo de trigo, sementes de abóbora). Retenção de liquido: possível carência de vitamina B6 (cereais integrais, legumes, peixe).

Eczema: possível carência de gordura (carne, manteiga) vitamina A (peixe, fígado bovino, gema de ovo, vegetais amarelos), vitaminas do complexo B (levedo de cerveja), inositol (uvas passas, melão), cobre (nozes, ostras, cereais integrais), iodo (frutos do mar, sal iodado).

Feridas e rachaduras na boca: possível carência de vitamina B12 (leite, fígado bovino, levedo de cerveja, queijo, peixe, ovo), vitamina B6 (fígado bovino, legumes, peixe).Equimoses (manchas azuladas ou roxas na pele, provocadas por contusões: possível carência de vitamina C (frutas cítricas, tomate, batata, repolho, pimentão verde), bioflavóides (laranja, limão, tangerina, lima, ervilha).

Queda dos cabelos: possível carência de biotina (levedo de cerveja, fígado bovino, arroz integral), inositol (cereais integrais, frutas cítricas, levedo de cerveja, fígado bovino), cloro (sal), vitaminas do complexo B (uva passa, melão).Perda de memória: possível carência de vitamina B1 (levedo de cerveja, cereal integral, carne suína, nozes, aveia, amendoim, legumes, batata).Problemas nos olhos: (ardor, inflamações, dificuldade de adaptar-se a escuridão) possível carência de vitamina A (peixe, fígado bovino, gema de ovo, manteiga, vegetais amarelos), vitamina B2 (leite, queijo, peixe, ovo). Sentindo qualquer sintoma, procure seu médico.

Quando consumimos proteínas em grande quantidade, elas roubam cálcio do organismo o que enfraquece as unhas e os fios de cabelo. Dietas pobres em proteínas têm o mesmo efeito. Faz bem uma dieta rica em cálcio (leite, ricota, queijo parmesão, tofu, iogurte, cavalinha, salmão, sardinha, figo seco) e consumo equilibrado de proteínas; lentilha, grão de bico, ovos, cereais integrais, batata, beterraba, que contém vitaminas do complexo B; abóbora, cenoura, mamão, *framboesa e folhas verdes para suprir a vitamina A.

*framboesa: alem da vitamina A contem cálcio, que fortalece dentes, ossos e unhas, vitamina C, que reforça a imunidade, potássio, mineral importante para o funcionamento de nervos e músculos. Mantendo uma alimentação equilibrada você vai envelhecer com saúde; além de prevenir as doenças ou curá-las, você pode abolir as comidas que fazem mal ao seu organismo. Viva com saúde.

Suely Pantojo Morrighan